Oiê, eu sou Ella Taioli, terapeuta integrativa e mentora de espiritualidade.
Tá se perguntando o que é isso, né?
Ok, eu oriento pessoas em uma jornada do autoconhecimento à espiritualidade autônoma, equilibrada e conectada com sua própria verdade, sentido e essência.
Mas o que é essa tal espiritualidade autônoma? Talvez a gente precise começar entendendo melhor o que é espiritualidade. Acredito de verdade que ainda se faz muita confusão entre espiritualidade e religião. E talvez você, que está me lendo agora, pense: “Não! Eu já entendi isso; já não faço mais parte de nenhuma religião, não sigo mais doutrinas ou dogmas.”
Pode ser?
Mas deixa eu te perguntar uma coisa: em quais momentos você pratica sua espiritualidade?
Talvez você me responda:
Quando eu medito, faço minhas orações, quando estou em meio à natureza…
Se você respondeu sim, preciso te dizer que ainda vê a espiritualidade de forma separada, como se ela só pudesse acontecer em um tempo ou lugar específico, separado do todo.
E se eu te disser que, nesses momentos, você está no ápice da sua conexão, mas a espiritualidade está aqui, agora, acontecendo o tempo todo, a cada milésimo de segundo da sua existência?
Não tem um tempo certo, um momento certo e muito menos um lugar certo para que a espiritualidade aconteça.
Aqui e agora estamos vivendo um momento espiritual, mas no instante em que eu encerrar essa escrita e voltar minha atenção para outra coisa, ainda estarei vivenciando um momento de espiritualidade.
Talvez isso pareça confuso.
Mas guarda isso:
Tudo é energia, tudo é espiritual.
Acho que é isso. Meu trabalho, meu propósito, minha missão, chame como quiser – porque são apenas palavras – mas estou aqui porque aprendi a viver a espiritualidade em cada instante da minha existência, e é isso que quero compartilhar.
E não é meditando 24 horas por dia ou isolada nos picos do Himalaia,
não é sendo boa o tempo todo, muito menos controlando minhas emoções e ações para parecer boa e perfeita.
Eu não acendo vela todos os dias e nem estou calma e tranquila sempre.
Não!
E é exatamente assim que experiencio a espiritualidade o tempo todo.
Eu não nego a vida e seus desafios, eu não nego nem me proíbo de sentir,
afinal, a vida é sobre sentir.
Eu não nego todas as virtudes que tenho e, muito menos, todos os meus desafios.
Eu não me nego.
E quando deixo de me negar e de negar a vida, deixo de negar o outro em toda a sua integridade.
Me coloco disposta a viver aqui, nesse chão, no colo da mãe Terra, aceitando tudo e todos que a partilham comigo, nesse tempo e nesse espaço.
E aceitar não significa concordar;
é aceitar o outro em sua essência e verdade, mesmo que diferente da minha,
aceitar a vida com todos os seus desafios, mesmo que minhas expectativas não sejam alcançadas.
Sei que, para algumas pessoas, isso pode parecer impossível, mas não é.
Não é fácil nem mesmo simples.
Requer coragem, porque é uma jornada desafiadora.
Mas é uma jornada que começa por conheça a ti mesmo.
Eu só entendi a espiritualidade de verdade – e a vida e tudo ao meu redor passou a fazer sentido – quando comecei a me conhecer, entender por quais lentes via o mundo, como essas lentes foram construídas e o quanto elas distorciam o mundo ao meu redor.
Em uma luta interna para não sentir mais as dores que tanto me tocaram, construí uma visão de mundo que me distanciava cada vez mais de mim mesma.
Então precisei desconstruir “verdades” consolidadas na sociedade, reestudar a história do mundo, do ser humano e a minha própria história.
Precisei me incorporar, incorporar todas as minhas partes distorcidas, para então sentir minha alma incorporada novamente. E aí sim, fui lançada à verdadeira experiência da espiritualidade: a experiência de estar viva em todas as suas nuances.
Uma espiritualidade que não precisava mais de um lugar, dia ou hora exata para acontecer, porque ela simplesmente acontecia e acontece.
Uma espiritualidade que ocorre com sentido, vindo da minha verdade, daquilo que me faz sentido e me faz sentir.
Uma espiritualidade profunda, visceral, selvagem, sem regras, sem tabus, sem crenças limitantes, sem dogmas e, principalmente, sem medo.
Isso é espiritualidade autônoma.
Um caminho de autonomia na vida.
Se isso faz sentido para você, te convido a ficar por aqui.
Prepare um chá, tire os sapatos, relaxe o corpo e experimente uma jornada única, chamada sua vida.

